segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Reverência pelas coisas sagradas

Precisamos do sagrado para entender aquilo que a ciência não explica. Aqui mais uma virtude cardeal pela qual devemos nos orientar, tornado-nos assim, pessoas mais tranquilas e de bem umas com as outras.



Reverência pelas Coisas Sagradas

“Para além de todo o “inteligir” está o “intuir”, que é uma vivência íntima; está o “saber”, que é um “saborear” direto e imediato. Em última análise, o homem só sabe aquilo que ele vive e o que ele é. Para essa vivência íntima do espírito de Cristo necessitamos de um grande silêncio – silêncio material, mental e emocional; e, mais do que isto, de uma profunda contemplação interior.”.

Humberto Rohden

O Sermão da Montanha; Introdução.

Antes de analisarmos qualquer aspecto mais profundo desta virtude, que por sinal é uma das virtudes mais antigas da humanidade, devemos entender o significado em separo de cada parte desta expressão.

Reverência em primeiro, significa um temor respeitoso, bem como uma veneração pelo desconhecido, mas imponente poder de algo divino. É antonímia de desprezo.

Sagrado é tudo que tem relação ou que se refere a Deus, ao Divino, ao Inviolável devido ao valor sacrossanto que tem.

Com estas breves definições iniciais, é possível ter uma idéia do “peso” que esta virtude tem, a começar por sua própria morfologia. É um tanto até que repetitiva a expressão Reverência pelas Coisas Sagradas. Mas esta necessária repetitividade se torna um aviso e um chamamento que todo DeMolay tem ao entrar na Ordem, que diz respeito à responsabilidade em manter o respeito pela religião tanto própria quanto a que não pratica.

Agora que refletimos brevemente sobre a essência da expressão que define esta virtude podemos volver nossa concentração para a definição de Humberto Rohden. Antes, vale ressaltar que Humberto Rohden é um grande filosofo e teólogo brasileiro, tendo suas obras publicadas em vários países e é considerado um dos ícones da teologia e filosofia do século XX.

A reverência pelo sagrado que buscamos, é no fundo uma vivência com o divino, que desconhecemos, mas buscamos com todas as nossas forças. Isto se chama fé. A fé é o combustível que move nosso sentimento e vontade de inteligir e intuir, sobre o saber e o saborear do qual Rohden se refere. Embora um tanto quanto complexo de se entender e meio abstrato, basta que reflitamos um momento sobre a história do homem na terra e tudo oque ele ainda não conseguiu explicar, e que talvez nem tenha perspectivas sobre quando ele poderá.

Apesar de falar de Cristo, Rohden nos dá uma definição graciosa sobre a necessidade que temos de nos conectar com a divindade, e como devemos fazer para que isto aconteça.

Deve assim, haver o silêncio material, mental e emocional para si. Complicado é de aprofundarmos este aspecto aqui, já que precisaríamos de um estudo teológico extenso para que tivéssemos idéia de como é vivenciar isto. A vivência do Sagrado é algo que se adquire com o passar da vida, aqui nosso objetivo é mais humilde, sendo ele somente o de passar uma noção do quanto o respeito por aquilo que é sagrado tem relevância em nossa vida.

Nenhum comentário: